Estou passando por um problema muito sério de FLUXO DE CAIXA
aqui em São Paulo.
Um amigo recomendou a falar com o gerente do banco, mas, na
verdade, eu estou falando da caixa de água da minha casa.
Mas meu amigo não estava todo errado.
O problema é que a Sabesp corta a água e há momentos em que
ela entra com pressão baixa.
Comparando com um negócio, estou com problema de vendas
baixas (pressão) e às vezes venda zero ou perda de um cliente (corte no
fornecimento).
Porém, as necessidades de uso da caixa continuam, descarga
na privada, banho, lavar roupa, pratos, etc. A vida continua e a necessidade se
impõem.
Quando a pressão (vendas) era forte, rapidamente a caixa
enchia e mesmo com corte de água ela abastecia por um dia. Mas as coisas
mudaram, e agora ela enche de vagar.
Isso provocou a necessidade de se controlar o fluxo de caixa
para adequar a entrada (receitas) com a saída (despesas) da água.
Ontem ficamos sem uma gota de água na caixa e a Sabesp tinha
cortado a água. Foi um caos. É assim numa empresa. Quando falta dinheiro todo
mundo reclama e ninguém tem razão.
A perspectiva para 2015 será de permanente falta de água. A
Sabesp já informou que o reservatório Cantareira seca em março, e as chuvas só
voltam em novembro.
O que fazer?
O mesmo que em uma empresa. Cortar custos. Isso é um horror.
A água é fundamental para a vida logo gastar menos água deixa a vida pior.
Economizar, gastar menos água é uma estratégia administrativa, não
mercadológica.
A solução do marketing é outra: vender mais!
Analisando o mercado, ou seja, o fornecimento da Sabesp,
observa-se que há água suficiente. O problema é a oportunidade, ou seja, quando
há agua com pressão deve-se aproveitar para encher a caixa no máximo (vender o
máximo).
Então isso significa que eu devo monitorar todos os dias e
várias vezes por dia a entrada de água (vendas). Quando a pressão está boa,
ótimo, a água vai direto para a caixa. É o fluxo de caixa perfeito, entrada
maior que a saída.
Quando a pressão estiver baixa e a saída não deixar a caixa
encher, vou usar uma inovação. Pegar a água logo na torneira junto ao cavalete
de entrada, onde a pressão é mais forte, e encher um recipiente para armazenar
água. Posso chamar essa estratégia de novo mercado ou novo produto.
Enfim, há duas possibilidades, que uma não exclui a outra. Uma
é reduzir custos, o que muitas vezes deixa a empresa fraca e pouco competitiva.
É óbvio que vou reduzir o desperdício de água, mas isso é aumento de
produtividade.
A outra é aumentar vendas, que é o único objetivo do Marketing.
Implica monitorar o mercado, conhecer os clientes e ser criativo e inovador.
Bem, 2015 vai ser um grande desafio para as pessoas, ou no
campo dos negócios ou no uso da água. E o problema será o FLUXO DE CAIXA.