sábado, 13 de abril de 2013

Perspectiva futura da educação básica no Brasil


Como eu estava pesquisando o tema flipped classroom, encontrei essa apresentação do Engº Yuki, que coloca o tema dentro de um contexto maior. Assim, como essa apresentação do Prezi é pública, resolvi comentar e compartilhar no meu blog.

O Engenheiro e Mestre em Engenharia, Mauro Mitio Yuki, Diretor-Geral e Consultor da Nortia Consultores Associados fez uma apresentação chamada Perspectiva futura da educação básica no Brasil, com data de 22 de janeiro de 2013, ou seja, muito recente, sendo que o Sr. Carlos Yukimura compartilhou no Prezi, que é um software online de apresentação mais moderno e mais interessante que o Power Point, pois usa o conceito de Mind Map do inglês Tony Buzan.

Click para ver apresentação.
Perspectiva futura da educação


A apresentação é dividida em sete (7) blocos:
1.    Seis (6) cenários (da educação)
2.    Políticas públicas no Brasil (sobre educação)
3.    Educação de qualidade
4.    Sistema de educação
5.    O desafio
6.    Inovadores – modelos de escolas (onde a flipped classroom é apresentada)
7.    Aprendizagem

A mensagem da apresentação é colocada pela afirmação: A verdadeira viagem de descoberta consiste em não buscar novas terras, mas ver com novos olhos.

No tema cenários para o futuro da educação mundial são colocadas seis perspectivas, bem como, as políticas públicas em vigência no Brasil atualmente, e comparações do estudante brasileiro com outros de outros países.

Em uma colocação provocante, creditada a Martin Carnoy da Universidade de Stanford, lê-se: "Pais de escolas de elite (no Brasil) pensam que estão dando ótima instrução aos filhos, mas fariam melhor se os colocassem em uma escola pública de classe média do Canadá." Não é de surpreender, pois muito já foi dito sobre a baixa qualidade da educação no Brasil.

Por outro lado, é importante entender que "a educação é agora a prioridade econômica número um na economia global atual". (frase creditada a John Naisbitt, autor de Megatrends). Também não é de surpreender, pois é sabido que a competição global de um país baseia-se na educação do seu povo.

No bloco Educação de Qualidade pode-se ler “a evidencia disponível sugere que o principal impulsionador das variações na aprendizagem escolar é a qualidade dos docentes”. Isso é muito importante quando se analisa o processo de admissão de um professor em uma escola (incluindo aqui as universidades), pois a grande questão é: O que é um professor de qualidade? Como se mede isso?

Considerando a afirmação, "A qualidade de um sistema educacional não pode ser maior que a qualidade de seus professores", uma comparação entre o processo de escolha de professores no Brasil e nos países desenvolvidos é importante, principalmente quando se sabe que escolher bons profissionais é uma das políticas mais disseminadas entre os países de alto desempenho.

Um ponto muito interessante na apresentação é o conceito moderno e importante para o marketing de experiência do consumo. É colocada a frase: “Em última análise, melhorar o desempenho do sistema se resume a melhorar a experiência de aprendizado dos alunos em sala de aula”. A experiência do consumo tem sido analisada pelo marketing no sentido de melhorar essa experiência. Isso já vale atualmente, por exemplo, para hotéis, companhias de aviação, e por que não para escolas e universidades?

O desafio a ser enfrentado é que os alunos são diferentes, Cada aluno tem uma forma diferente de aprender, estilos de aprendizado diferentes, tipos de inteligências diferentes e tempos diferentes de aprendizado, apesar de que estas idéias estão sendo questionadas conforme a neurociência vai se desenvolvendo no século XXI.

Na questão tipos diferentes de inteligência é colocado o conceito de inteligências múltiplas do psicólogo Howard Gardner de Harvard que é um pioneiro nesse campo.

Para Gardner existe 8 tipos de inteligências:
1. Lógica-matemática: A capacidade de calcular, quantificar, elaborar proposições e hipóteses e realizar complexas operações matemáticas: Albert Einstein.
2. Lingüística: A capacidade de pensar em palavras e de usar a linguagem para dar expressão a significados complexos: Machado de Assis.
3. Corporal-Sinestésica: A capacidade de manipular objetos e de refinar habilidades físicas: Pelé ou Michael Jordan.
4. Musical: A capacidade de distinguir e criar movimento, melodia, ritmo e tom: Wolfgang Amadeus Mozart.
5. Naturalista: A capacidade de observar padrões na natureza, identificar e classificar objetos e entender sistemas naturais e sistemas produzidos pelo homem: Rachel Carson.
6. Intrapessoal: A capacidade de construir uma auto-percepção refinada e de usar este conhecimento no planejamento e determinação da própria vida: Sigmund Freud.
7. Espacial: A capacidade de pensar em formas tridimensionais, de perceber imagens externas e internas, de recriar, transformar ou modificar imagens, de transportar a si mesmo e a objetos pelo espaço, de produzir ou decodificar informação gráfica: Oscar Niemeyer.
8. Interpessoal: A capacidade de entender e interagir efetivamente com outros: Madre Teresa de Calcutá.

Para conhecer o pensamento de Gardner veja os vídeos da palestra dada no Brasil 17 de agosto de 2009.

Fronteiras do Pensamento:
Howard Gardner parte 1
Howard Gardner parte 2

No tema Inovadores, destaco o conceito de flipped classroom, (classe invertida) é uma classe em que as aulas expositivas são vistas em casa e o tempo de aula é usado para trabalhar no que se costumava ser atribuído como dever de casa. É um conceito que está evoluindo muito, principalmente pelo uso de vídeo aulas.
 
A Unesco (1998), em seu relatório Comissão Internacional sobre Educação para o Século XXI, enfatiza os quatro pilares para um novo tipo de educação conforme Edgard Morin:

1. Aprender a conhecer,
2. Aprender a fazer,
3. Aprender a conviver e
4. Aprender a ser.

E, finalmente, quais serão as habilidades e competências para o Século XXI?

Para os professores:
1. Estar sempre atualizado com o que há de mais moderno,
2. Saber usar a tecnologia para melhorar o aprendizado,
3. Admitir não ter as todas as respostas,
4. Ser parceiro do aluno e aprender com ele,
5. Continuar mantendo a autoridade sem ser autoritário,
6. Procurar melhorar a experiência de aprendizagem dos alunos em sala de aula.
 
Para os alunos
1. Pensamento crítico e resolução de problemas,
2. Pensamento sistêmico,
3. Tomar decisões embasadas em diferentes formas de evidencia,
4. Colaboração através de redes,
5. Liderar pela Influência,
6. Agilidade e adaptabilidade,
7. Iniciativa e empreendedorismo,
8. Comunicação oral e escrita eficaz,
9. Acesso e análise de informações complexas,
10. Curiosidade e Imaginação.

Link da apresentação:
Acesso em 11/04/2013
Apresentação em 22 de janeiro de 2013

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