terça-feira, 16 de abril de 2013

Nosso cérebro não foi feito para pensar!

Essa é uma afirmação para gerar uma discussão, pois, apesar dessa afirmação, pensamos. Essa afirmação é do cientista cognitivo, psicólogo, chamado Daniel Willingham. Você pode obter informações sobre ele em:
 
 
O conhecimento da ciência sobre o cérebro tem avançado neste século XXI e esse conhecimento tem trazido algumas respostas sobre, por exemplo, por que consumimos tais produtos e não outros, como fixar uma marca na cabeça do consumidor, como é feita a decisão de compra no ponto de venda, etc.
 
Aqui, vamos nos preocupar nos fatores que são importantes para o aprendizado, utilizando o que foi colocado pela Ana nas três (3) vídeo-aulas abaixo. Para complementar, caso você tenha interesse sobre ”como você aprende e pode aprender melhor”, sugiro ver o blog:
 
 
A primeira afirmação importante é: Para pensar o cérebro gasta muita energia e, é por isso que pensar cansa. Exemplos de pensamento são: Processo de tomar decisões; Processo de observar, entender e interpretar o que está passando à nossa volta (no ambiente externo em torno de nós).
 
A segunda afirmação é: O cérebro usa de “truques” para economizar energia, ou seja, para evitar pensar.
 
Esses “truques” podem ser observados nas situações em que agimos, sendo que a principal situação eu chamo de piloto automático. Um exemplo fácil de piloto automático é o processo de dirigir um carro. Quem sabe dirigir bem não precisa pensar em trocar as marchas (no caso do carro mecânico), brecar, acelerar, olhar no retrovisor, etc. Tudo acontece automaticamente.
 
Se você observar a quantidade de coisas que você faz mecanicamente, ou seja, automaticamente, perceberá que essa quantidade é imensa e a maioria das pessoas não tem consciência disso.
 
Outro “truque” é a memória. Essa comprovação pela neurociência é recente. Ficou famosa a disputa entre a Coca Cola e Pepsi. Em um teste cego, quando o experimentador bebe o refrigerante sem ver a marca a maioria, escolheu a Pepsi como a mais saborosa. Quando a marca era visível, a maioria escolheu a Coca Cola como a mais saborosa.
 
A explicação é que quando as pessoas bebiam sem saber qual era o refrigerante, o cérebro tinha que fazer um julgamento e tomar uma decisão, o que consumia muita energia. Mas, quando as pessoas viam o rótulo com a marca, para economizar energia o cérebro ia direto para a memória e trazia a vivência do gosto da Coca Cola guardada na memória. Como a maioria preferia e bebia Coca Cola havia mais pessoas com boa recordação da Coca Cola do que da Pepsi. É uma constatação desconcertante: Depois de se habituar a beber uma marca, bebe-se o rótulo, e não o líquido.
 
 
 
Seu cérebro não foi feito para pensar!
Acesso em 12/04/2013
Como aprendemos? Uma animação para tirar todas as dúvidas
 
Veja na video-aula by Ana abaixo, que durante o processo de aprendizagem as pessoas usam duas partes da memória. A primeira é a memória de longo prazo, que a memória que contém as coisas que a gente já sabe. Isso significa que para você saber algo, é necessário que esse algo fique gravado na sua memória de longo prazo.
 
A segunda é a memória de trabalho. No esquema da Ana vê-se que a memória de trabalho é bem pequena comparada a memória de longo prazo. É a memória de trabalho que funciona primeiro, com ela raciocinamos e aprendemos.
 
O que estimula a memória de trabalho é o ambiente externo que nos cerca, e que constantemente nos estimula. Por exemplo, uma propaganda estimula (e muito) a pessoa que está vendo, através dos sentidos.
 
A memória de trabalho quando recebe uma informação ela vai ver o que já existe do assunto na memória de longo prazo, para trazer o que estiver lá para a consciência. E, assim, quanto mais vezes se faz a conexão entre as duas memórias, mais informações ficam gravadas na memória de longo prazo e mais você conhece tal assunto.
 
A Ana coloca: “Então o que esta animação mostra para a gente? Primeiro que a gente precisa de estímulos externo para aprender”.
 
Segundo, que “a gente tem uma limitação bastante severa na nossa capacidade de aprender. Desta forma, a gente deve respeitar esta limitação aprendendo ou estudando um pouco de cada vez”.
 
Terceiro, “além disso, a gente tem que repetir o processo de fazer a conexão entre uma informação que já está na memória de trabalho e uma informação nova algumas vezes. Isto para que está conexão fique forte o suficiente para passar a fazer parte da memória de longo prazo.

 
 
Como aprendemos Uma animação para tirar todas as dúvidas
Acesso em 15/04/2013
 
Pode a aprendizagem gerar prazer?
 
Na atual visão do Marketing consumir requer um aprendizado, Os pontos de venda não são vistos mais como um lugar para vender. Atualmente, os pontos de venda e de prestação de serviços são vistos como o espaço da experiência do consumo, do relacionamento, das soluções, da conveniência, ou seja, o espaço onde o consumidor vai construir seu hábito de consumo.
 
Como vimos antes, hábito se relaciona com a memória. Logo, o estudo de como se aprende, serve só para a pedagogia, mas também para o Marketing.
 
Na vídeo-aula a seguir, Ana aborda o tema da formação de um hábito como forma de uma pessoa economizar a energia do pensar. Para o Marketing é o que há de melhor, pois quando você se habitua com um produto, não pensa mais nele, a memória sempre leva vantagem e assim, habituado, você se torna “fiel” ao produto.
 
Por isso, que o tema "como aprendemos" é importante.
 
Existe uma característica que nos ajuda a enfrentar este desafio de aprender. É a curiosidade. A curiosidade leva as pessoas a resolver problemas, mas somente em uma condição, na situação em que elas acreditam que elas vão conseguir. Essa crença em conseguir resolver é a motivação.
 
Conforme a Ana, “a aprendizagem vai acontecer quando o nível do desafio está no nível correto daquela pessoa que está aprendendo. O que quer dizer está no nível correto? Se for muito fácil fica chato, e se estiver muito difícil é frustrante.
 
Assim, então o desafio cognitivo da pessoa tem que estar no nível correto, e se você está no nível cognitivo correto você aprende mais rápido porque você está motivado.
 
Lembre-se que resolver problema gera prazer, isto é uma característica do nosso cérebro e ai você vai saboreando seus sucessos aos poucos e aumentando a sua auto-confiança. Conforme você avança no conhecimento, você pode enfrentar situações mais difíceis.
 


 
Pode a aprendizagem gerar prazer
Acesso em 15/04/2013
 

4 comentários:

  1. O cérebro é um computador. Alguém conhece um computador que pensa ?

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    1. Computador não pensa. Só executa ordens. Mas com o desenvolvimento da inteligência artificial pode ser que um dia ele pense.

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    2. Jamais um computador virá a pensar , quem pensa é o cientista que o programa.
      Para a ciência médica quem pensa é o cérebro.
      Como estão longe da verdade ! É por isso e outras coisas mais que o mundo anda às vessas.
      Espero que em breve a coisa possa vir a tona .
      JD'Rosa.

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