Essa é uma afirmação para gerar
uma discussão, pois, apesar dessa afirmação, pensamos. Essa afirmação é do cientista
cognitivo, psicólogo, chamado Daniel Willingham. Você pode obter informações
sobre ele em:
O conhecimento da ciência sobre
o cérebro tem avançado neste século XXI e esse conhecimento tem trazido algumas
respostas sobre, por exemplo, por que consumimos tais produtos e não outros,
como fixar uma marca na cabeça do consumidor, como é feita a decisão de compra
no ponto de venda, etc.
Aqui, vamos nos preocupar nos
fatores que são importantes para o aprendizado, utilizando o que foi colocado
pela Ana nas três (3) vídeo-aulas abaixo. Para complementar, caso você tenha
interesse sobre ”como você aprende e pode aprender melhor”, sugiro ver o blog:
A primeira afirmação importante
é: Para pensar o cérebro gasta muita energia e, é por isso que pensar cansa.
Exemplos de pensamento são: Processo de tomar decisões; Processo de observar,
entender e interpretar o que está passando à nossa volta (no ambiente externo
em torno de nós).
A segunda afirmação é: O cérebro
usa de “truques” para economizar energia, ou seja, para evitar pensar.
Esses “truques” podem ser
observados nas situações em que agimos, sendo que a principal situação eu chamo
de piloto automático. Um exemplo
fácil de piloto automático é o processo de dirigir um carro. Quem sabe dirigir
bem não precisa pensar em trocar as marchas (no caso do carro mecânico),
brecar, acelerar, olhar no retrovisor, etc. Tudo acontece automaticamente.
Se você observar a quantidade de
coisas que você faz mecanicamente, ou seja, automaticamente, perceberá que essa
quantidade é imensa e a maioria das pessoas não tem consciência disso.
Outro “truque” é a memória. Essa
comprovação pela neurociência é recente. Ficou famosa a disputa entre a Coca Cola
e Pepsi. Em um teste cego, quando o experimentador bebe o refrigerante sem ver
a marca a maioria, escolheu a Pepsi como a mais saborosa. Quando a marca era
visível, a maioria escolheu a Coca Cola como a mais saborosa.
A explicação é que quando as
pessoas bebiam sem saber qual era o refrigerante, o cérebro tinha que fazer um julgamento
e tomar uma decisão, o que consumia muita energia. Mas, quando as pessoas viam
o rótulo com a marca, para economizar energia o cérebro ia direto para a
memória e trazia a vivência do gosto da Coca Cola guardada na memória. Como a
maioria preferia e bebia Coca Cola havia mais pessoas com boa recordação da Coca
Cola do que da Pepsi. É uma constatação desconcertante: Depois de se habituar a
beber uma marca, bebe-se o rótulo, e não o líquido.
Seu cérebro não foi feito para
pensar!
Acesso em 12/04/2013
Como aprendemos? Uma animação
para tirar todas as dúvidas
Veja na video-aula by Ana
abaixo, que durante o processo de aprendizagem as pessoas usam duas partes da
memória. A primeira é a memória de longo prazo, que a memória que contém as
coisas que a gente já sabe. Isso significa que para você saber algo, é
necessário que esse algo fique gravado na sua memória de longo prazo.
A segunda é a memória de
trabalho. No esquema da Ana vê-se que a memória de trabalho é bem pequena
comparada a memória de longo prazo. É a memória de trabalho que funciona
primeiro, com ela raciocinamos e aprendemos.
O que estimula a memória de
trabalho é o ambiente externo que nos cerca, e que constantemente nos estimula.
Por exemplo, uma propaganda estimula (e muito) a pessoa que está vendo, através
dos sentidos.
A memória de trabalho quando
recebe uma informação ela vai ver o que já existe do assunto na memória de
longo prazo, para trazer o que estiver lá para a consciência. E, assim, quanto
mais vezes se faz a conexão entre as duas memórias, mais informações ficam
gravadas na memória de longo prazo e mais você conhece tal assunto.
A Ana coloca: “Então o que esta
animação mostra para a gente? Primeiro que a gente precisa de estímulos externo
para aprender”.
Segundo, que “a gente tem uma
limitação bastante severa na nossa capacidade de aprender. Desta forma, a gente
deve respeitar esta limitação aprendendo ou estudando um pouco de cada vez”.
Terceiro, “além disso, a gente
tem que repetir o processo de fazer a conexão entre uma informação que já está
na memória de trabalho e uma informação nova algumas vezes. Isto para que está
conexão fique forte o suficiente para passar a fazer parte da memória de longo
prazo.
Como aprendemos Uma animação
para tirar todas as dúvidas
Acesso em 15/04/2013
Pode a aprendizagem gerar prazer?
Na atual visão do Marketing
consumir requer um aprendizado, Os pontos de venda não são vistos mais como um
lugar para vender. Atualmente, os pontos de venda e de prestação de serviços
são vistos como o espaço da experiência do consumo, do relacionamento, das
soluções, da conveniência, ou seja, o espaço onde o consumidor vai construir
seu hábito de consumo.
Como vimos antes, hábito se
relaciona com a memória. Logo, o estudo de como se aprende, serve só para a
pedagogia, mas também para o Marketing.
Na vídeo-aula a seguir, Ana aborda
o tema da formação de um hábito como forma de uma pessoa economizar a energia
do pensar. Para o Marketing é o que há de melhor, pois quando você se habitua
com um produto, não pensa mais nele, a memória sempre leva vantagem e assim,
habituado, você se torna “fiel” ao produto.
Por isso, que o tema "como
aprendemos" é importante.
Existe uma característica que
nos ajuda a enfrentar este desafio de aprender. É a curiosidade. A curiosidade
leva as pessoas a resolver problemas, mas somente em uma condição, na situação
em que elas acreditam que elas vão conseguir. Essa crença em conseguir resolver
é a motivação.
Conforme a Ana, “a aprendizagem
vai acontecer quando o nível do desafio está no nível correto daquela pessoa
que está aprendendo. O que quer dizer está no nível correto? Se for muito fácil
fica chato, e se estiver muito difícil é frustrante.
Assim, então o desafio cognitivo
da pessoa tem que estar no nível correto, e se você está no nível cognitivo
correto você aprende mais rápido porque você está motivado.
Lembre-se que resolver problema
gera prazer, isto é uma característica do nosso cérebro e ai você vai
saboreando seus sucessos aos poucos e aumentando a sua auto-confiança. Conforme
você avança no conhecimento, você pode enfrentar situações mais difíceis.
Pode a aprendizagem gerar prazer
Acesso em 15/04/2013
Bacana!
ResponderExcluirO cérebro é um computador. Alguém conhece um computador que pensa ?
ResponderExcluirComputador não pensa. Só executa ordens. Mas com o desenvolvimento da inteligência artificial pode ser que um dia ele pense.
ExcluirJamais um computador virá a pensar , quem pensa é o cientista que o programa.
ExcluirPara a ciência médica quem pensa é o cérebro.
Como estão longe da verdade ! É por isso e outras coisas mais que o mundo anda às vessas.
Espero que em breve a coisa possa vir a tona .
JD'Rosa.